“Lixeiras viciadas” expõem problema crônico e falta de consciência em Parintins


Foto: Stephany Farias


Mesmo após ações constantes de limpeza, as chamadas “lixeiras viciadas” continuam surgindo em diversos pontos de Parintins, escancarando um problema que vai além da atuação do poder público: a falta de consciência de parte da população.

A Prefeitura intensificou o combate ao descarte irregular de lixo, principalmente em canteiros centrais da cidade, que se tornaram alvos frequentes dessa prática. Apesar das equipes de limpeza atuarem regularmente, o cenário se repete: o lixo é retirado, mas pouco tempo depois volta a se acumular no mesmo local.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SEDEMA) já instalou mais de 70 placas de alerta em áreas urbanas e rurais, com mensagens de proibição e conscientização. Ainda assim, o problema persiste.

Na rua Paes de Andrade, um dos pontos críticos, moradores confirmam o que muitos já sabem: o lixo não aparece sozinho. Segundo relatos, há quem prefira atravessar a rua para descartar resíduos longe da própria casa, contribuindo diretamente para a formação dessas áreas irregulares.


Foto: Stephany Farias 


Para a SEDEMA, esse comportamento repetitivo é o que mantém as “lixeiras viciadas” ativas. O resultado vai muito além da sujeira visível: o acúmulo de lixo favorece a presença de ratos, baratas e mosquitos, aumentando os riscos de doenças e colocando em perigo a saúde da população.

O secretário de Meio Ambiente, Wescley Tavares, foi direto ao apontar o problema: sem colaboração da população, nenhuma ação será suficiente. “Não existe política pública que funcione quando as pessoas insistem em fazer errado. Uma cidade limpa começa pela atitude de cada cidadão”, destacou.

A Prefeitura reforça que a coleta de lixo ocorre de segunda a sábado e orienta que os resíduos sejam colocados nas ruas apenas nos horários adequados. Também alerta que o descarte irregular pode gerar denúncias e penalidades, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Enquanto o poder público intensifica ações, a pergunta que fica é: até quando o problema das “lixeiras viciadas” vai continuar sendo alimentado pelos próprios moradores?

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