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| Foto: Divulgação |
Evento promovido pelo Ministério dos Povos Indígenas e pela Funai reúne artesãos, lideranças e reforça a valorização da cultura indígena no maior festival cultural da Amazônia.
A inauguração da 1ª Feira de Artesanato Indígena marcou um momento histórico para os povos originários durante o Festival Folclórico de Parintins. A cerimônia de abertura, realizada na noite desta quinta-feira (25), reuniu lideranças indígenas, representantes do Governo Federal e autoridades locais, consolidando um espaço dedicado à valorização da cultura, do artesanato e da socioeconomia indígena.
A iniciativa, promovida pelo Ministério dos Povos Indígenas, com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), busca fortalecer a presença dos povos originários no maior festival cultural da Amazônia, oferecendo um espaço de convivência, exposição e comercialização de produtos artesanais.
Durante a solenidade, o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, destacou que a criação da feira surgiu da necessidade de garantir um espaço de referência para os povos indígenas dentro do festival.
"Nós vimos o quanto esse festival é inspirado na cultura dos povos indígenas, na cosmovisão e nos saberes tradicionais. Mas percebemos que faltava um espaço específico para nós. Hoje retornamos com esse projeto já concretizado", afirmou o ministro.
Eloy ressaltou ainda que a proposta é fortalecer a cultura e a socioeconomia indígena, além de ampliar a participação dos povos originários nas próximas edições do evento.
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| Foto: Divulgação |
A presidenta da Funai, Lúcia Alberta, classificou a inauguração como um momento histórico para os povos indígenas do Amazonas e defendeu o fortalecimento da presença indígena nos grandes eventos culturais.
"Nós, povos indígenas do estado do Amazonas, precisamos fortalecer ainda mais a nossa presença em espaços como este festival. Não podemos permitir que nossa cultura seja utilizada apenas dentro da arena; precisamos também de momentos para divulgar toda a nossa riqueza cultural e o trabalho dos nossos artesãos e artesãs", declarou.
Segundo Lúcia Alberta, a expectativa é que a feira passe a integrar, de forma permanente, a programação do Festival de Parintins.
"Essa feira é um primeiro passo, e vamos lutar para garantir que ela permaneça no calendário do Festival de Parintins", enfatizou.
O coordenador da Associação Indígena Sateré-Mawé (AISMA), Aldamir Sateré, destacou a importância da conquista desse espaço como instrumento de autonomia e fortalecimento dos povos originários.
"Nós sempre quisemos ser autônomos e não apenas personagens folclóricos. Hoje somos protagonistas desta festa e precisamos fortalecer cada vez mais o protagonismo dos povos indígenas", afirmou.
Aldamir ressaltou ainda que a iniciativa representa o plantio de uma semente para as futuras gerações.
"Hoje foi plantada uma semente que vai germinar por muitas gerações", disse.
Instalada na Avenida Sá Peixoto, ao lado da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, a feira segue até o dia 28 de junho, reunindo artesãos indígenas de diversas etnias da região e promovendo um intercâmbio cultural entre moradores, visitantes e turistas que participam do Festival de Parintins.

