DSEI Parintins registra avanço em oito indicadores de Saúde Indígena nos primeiros seis meses de gestão

 

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O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Parintins registrou evolução em oito dos dez indicadores de saúde considerados prioritários no início da atual gestão. Os dados são referentes aos primeiros seis meses de trabalho e apontam avanços em áreas como vacinação, saúde da criança, pré-natal, saúde bucal, tuberculose e prevenção ao suicídio.

Ao todo, o DSEI acompanha 22 indicadores relacionados à assistência prestada às comunidades indígenas. A partir da identificação dos pontos considerados mais críticos, a gestão coordenada pelo líder indígena Jecinaldo Sateré estruturou uma força-tarefa envolvendo equipe técnica, profissionais que atuam nas aldeias, referências dos programas de saúde, lideranças indígenas, representantes do controle social e instituições parceiras.

Um dos focos adotados pela coordenação foi ampliar a presença da gestão nos territórios. Desde que assumiu o cargo, Jecinaldo tem realizado visitas às comunidades, mantendo contato direto com lideranças e profissionais e acompanhando as demandas encontradas nas aldeias.

A estratégia, segundo a gestão, busca aproximar o planejamento realizado no DSEI da realidade encontrada pelas equipes durante o atendimento às comunidades.

“Esses indicadores vão ser a nossa bússola, o nosso norteador para que possamos continuar essa missão à frente da saúde indígena no DSEI Parintins”, afirmou Jecinaldo Sateré.

Para o coordenador, os resultados são consequência do trabalho conjunto desenvolvido por profissionais, lideranças e comunidades.

“É um momento de gratidão pelo esforço de toda a equipe do DSEI, das lideranças indígenas, do controle social e de todos os profissionais que atuam em território. Hoje conseguimos enxergar com mais clareza o retrato da saúde indígena na região do Baixo Amazonas”, destacou.

Indicadores orientam planejamento


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O acompanhamento dos números passou a ser utilizado como uma das ferramentas para identificar as principais necessidades das comunidades e definir as prioridades das equipes.

De acordo com o enfermeiro do Núcleo do DSEI Parintins, Cledson Braga, o trabalho teve início com a análise dos dez indicadores considerados prioritários. A partir daí, foram realizadas reuniões, planejamentos e acompanhamento das ações desenvolvidas pelas referências técnicas dos programas de saúde.

O DSEI conta atualmente com 12 profissionais em sua equipe técnica e equipes multidisciplinares distribuídas pelos 14 polos-base. Enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e agentes indígenas de saúde e de saneamento atuam diretamente nas comunidades.

Esses profissionais também são responsáveis por levar ao território as estratégias definidas pela gestão e fornecer informações que ajudam a identificar mudanças e necessidades na assistência.

Atendimento considera diferenças culturais


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Além dos indicadores, outro ponto destacado pela equipe é a necessidade de considerar as particularidades culturais das comunidades atendidas.

O DSEI Parintins atende povos das etnias Sateré-Mawé e Hixkaryana, que possuem diferentes culturas, línguas e práticas tradicionais de cuidado.

Segundo Cledson Braga, o atendimento deve buscar uma integração entre os conhecimentos da medicina ocidental e os saberes tradicionais indígenas.

“Quando estamos em território, estamos indo para a casa deles. Nós somos os visitantes. Por isso, precisamos respeitar a cultura e a tradição, seja o trabalho do parteiro, do pajé ou de outros conhecimentos tradicionais, buscando agregar a medicina ocidental sem desrespeitar aquilo que já existe dentro da comunidade”, explicou.

Números apontam evolução


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Entre os resultados apresentados pela gestão nos primeiros seis meses estão:

22 indicadores monitorados pelo DSEI Parintins;

10 indicadores definidos como prioritários no início da gestão;

8 indicadores apresentaram evolução;

85,7% das crianças menores de um ano realizaram consultas de crescimento e desenvolvimento;

92,2% das crianças alcançaram o esquema vacinal completo;

31,27% das gestantes realizaram consulta odontológica durante o pré-natal;

16,67% de redução na incidência de tuberculose;

50% de redução no indicador de óbitos por suicídio.

Os dados abrangem diferentes áreas da assistência à população indígena e passaram a servir de referência para o acompanhamento das ações realizadas pelas equipes nos territórios.

A proposta da coordenação é manter o monitoramento dos indicadores, fortalecer o trabalho das equipes multidisciplinares e ampliar a participação das comunidades e lideranças no planejamento das ações.

A gestão também destaca a articulação com as diferentes instâncias responsáveis pela política de Saúde Indígena. O trabalho conta com a cooperação institucional do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).

Para o DSEI Parintins, os resultados dos primeiros seis meses representam uma etapa inicial de um processo que deve continuar com acompanhamento dos indicadores, presença nos territórios e ações direcionadas às necessidades identificadas nas comunidades do Baixo Amazonas.

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