MPAM cobra medidas para corrigir irregularidades no Conselho Tutelar de Boa Vista do Ramos

 

Foto: MPAM

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) estabeleceu prazo para que a Prefeitura de Boa Vista do Ramos corrija uma série de falhas estruturais e operacionais no Conselho Tutelar do município. A recomendação foi publicada nesta quinta-feira (3) após fiscalização que identificou problemas graves no uso do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia-CT).

 

Entre as irregularidades estão a falta de capacitação dos conselheiros, a ausência de um coordenador técnico responsável pelo sistema e deficiências estruturais, como escassez de computadores e internet instável. Segundo a promotora de Justiça Kyara Trindade Barbosa, essas falhas comprometem a confiabilidade dos dados, dificultam o acompanhamento dos casos e podem prejudicar o planejamento de políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes.

 

O MPAM determinou que a prefeitura designe, em até 10 dias, um coordenador para o Sipia-CT e, em até 30 dias, realize capacitação específica para os cinco conselheiros tutelares. Também deverá garantir condições adequadas de deslocamento e diárias para participação na formação.

 

Caso as medidas não sejam cumpridas, o Ministério Público poderá adotar providências judiciais, incluindo o ajuizamento de ação civil pública, para assegurar o funcionamento regular do Conselho Tutelar em Boa Vista do Ramos.


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