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| Pedro Coelho/SECOM |
Prefeitos
de municípios do interior do Amazonas realizaram nesta quinta-feira (1º) uma
mobilização coletiva para exigir do Governo do Estado o pagamento da segunda
parcela do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e
Interiorização do Desenvolvimento (FTI), em atraso desde agosto.
Em
Parintins, o prefeito Mateus Assayag concedeu entrevista coletiva no Hospital
Regional Jofre Cohen, acompanhado pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.
Ele destacou que a manifestação é pacífica e busca sensibilizar o governo
estadual e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) sobre a urgência do
repasse.
Segundo
Assayag, a parcela deveria ter sido creditada em agosto e corresponde a 10% da
arrecadação do fundo, distribuída em três parcelas quadrimestrais. Para
Parintins, o valor é de aproximadamente R$ 2,7 milhões, recurso considerado
essencial para custeio e manutenção dos serviços de saúde.
“Estamos
somando forças com todos os prefeitos do Amazonas para receber a parcela do
FTI, que está atrasada desde agosto. Não faltou diálogo, mas chegamos a esse
ponto de precisar cobrar coletivamente”, afirmou.
Recurso
estratégico para saúde e infraestrutura
O
prefeito ressaltou que os valores do FTI são estratégicos para os municípios,
especialmente em áreas como saúde e infraestrutura. Ele lembrou que a primeira
parcela também sofreu atraso, mas foi paga, enquanto a segunda já ultrapassa 30
dias sem liberação.
“É
um recurso de direito dos municípios e fundamental para garantir serviços de
qualidade, sobretudo neste período de estiagem”, disse.
De
acordo com Assayag, a Associação dos Municípios do Amazonas (AAM) manteve
tratativas com o governo estadual e a SES-AM, mas os prazos para liberação
foram sucessivamente adiados.
“Inicialmente,
o prazo era até o fim de agosto. Depois passou para setembro, e mais
recentemente havia promessa de pagamento até esta semana. Como não houve
repasse, decidimos pela manifestação conjunta”, explicou.
Apesar
do atraso, o prefeito garantiu que a Prefeitura de Parintins vem adotando
medidas para evitar prejuízos à população, como reforço de parcerias com
parlamentares e ajustes no planejamento financeiro.
“Estamos
garantindo medicamentos, mutirões de cirurgia e expansão da rede municipal de
saúde. Mas é claro que o recurso faz falta e permitiria ampliar ainda mais os
serviços”, concluiu.
