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| Foto: Girleno Barros |
Uma área de aproximadamente 6 mil m² foi destruída nesta quinta-feira (1º) no perímetro do Parque das Castanheiras, primeira unidade de conservação urbana de Parintins, localizada no bairro da União. O incêndio mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil municipal durante todo o dia. A principal suspeita é de que as chamas tenham sido provocadas por queimadas irregulares realizadas por invasores de terra.
Testemunhas relataram que o fogo começou ainda na madrugada e se intensificou pela manhã, ameaçando castanheiras centenárias e residências situadas em áreas de ocupação irregular próximas ao parque.
Na ocorrência, atuaram também a Polícia Militar, a Defensoria Pública e agentes das secretarias municipais de Assistência Social, Trabalho e Habitação (Semasth) e de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Sedema).
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| Foto: Girleno Barros |
“Já é a terceira vez nesta semana que os bombeiros combatem focos de incêndio aqui. O fogo tem origem criminosa, com fins de especulação para moradia. A invasão ocorre em uma Área de Proteção Permanente (APP), que não pode ser ocupada. Os responsáveis agem durante a madrugada, o que dificulta a fiscalização”, relatou o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente de Parintins, Wescley Tavares.
Apesar da gravidade, não houve registro de feridos. O incêndio foi controlado algumas horas após o início do trabalho dos bombeiros.
Apoio às famílias e investigação
Famílias que vivem em situação irregular nas proximidades foram atendidas pelas equipes da Semasth e incluídas em cadastro social. Os moradores preferiram não conceder entrevistas.
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| Foto: Girleno Barros |
A Defensoria Pública do Amazonas acompanhou a ação e reforçou que está atenta aos direitos das famílias.
“Estamos aqui para garantir o direito à habitação dessas pessoas. Ainda que estejam em situação irregular, não podem ser despejadas de forma abrupta, inclusive com força policial”, afirmou a defensora pública Monalisa Façanha.
O caso foi registrado na Delegacia de Parintins e será investigado pela Polícia Civil como crime ambiental. A Sedema informou que já iniciou medidas de proteção da área, incluindo a instalação de cercas e a presença da Guarda Municipal para reforçar a vigilância.


