Educação e saúde se unem para monitorar doenças em escolas indígenas de Parintins


Foto: Kedson Satere


 A Prefeitura de Parintins deu mais um passo importante na promoção da saúde nas comunidades indígenas ao fortalecer a parceria entre as áreas de educação e saúde. A iniciativa tem como objetivo implantar ações de vigilância em saúde dentro das escolas indígenas do município.

A articulação foi definida durante uma reunião estratégica envolvendo a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) e a Coordenação de Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Parintins. O encontro consolidou o alinhamento de ações voltadas à prevenção, monitoramento e resposta rápida a possíveis riscos à saúde no ambiente escolar.

Participaram da reunião a coordenadora do DSEI Parintins, Maiara Silvia; a coordenadora do Programa Saúde na Escola, Eugênia Lúcia; o coordenador da Educação Escolar Indígena, Elias Menezes; e a técnica Ernestina Thayla. O grupo definiu diretrizes para a implantação da vigilância em saúde nas escolas, fortalecendo a atuação integrada entre os setores.

A proposta ganha ainda mais força após a troca de experiências no Encontro Estadual do Polo Médio Solimões, realizado em Tefé no início de março. O evento reuniu instituições como SEMED, SEDUC, CIEVS e o Esquadrão da Saúde, contribuindo para a construção de estratégias baseadas na vigilância comunitária — modelo que agora será aplicado em Parintins.

Segundo Eugênia Lúcia, o ambiente escolar desempenha um papel fundamental nesse processo. “A escola funciona como um radar, sendo o primeiro local onde sinais de doenças e situações de risco podem ser identificados, muitas vezes antes mesmo de registros oficiais”, destacou.

A ação será implantada inicialmente na Terra Indígena Iramará, na região do rio Uaicurapá. A área contempla sete escolas indígenas e cerca de 320 alunos da educação infantil e ensino fundamental. A proposta é transformar essas unidades em pontos estratégicos de identificação precoce de problemas de saúde.

De acordo com Elias Menezes, a iniciativa representa um avanço significativo para as comunidades indígenas, promovendo uma rede ativa de vigilância dentro do próprio território.

Outro ponto importante definido na reunião foi a utilização da plataforma digital HeadCAP, que permitirá a criação de formulários eletrônicos e bancos de dados em saúde. A ferramenta vai auxiliar no monitoramento das informações e na tomada de decisões mais rápidas e eficientes.

A ação reforça o compromisso da gestão municipal com políticas públicas integradas, garantindo mais qualidade de vida, prevenção e cuidado aos estudantes indígenas de Parintins.

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