Ex vice de Carbrás, Carmona articula candidatura ao Caprichoso com apoio de grupo ligado a personagens citados em investigações do “QG do Crime”

 

Foto: Redes Sociais 


A movimentação de Carmona Oliveira em direção a uma possível candidatura à presidência do Boi Caprichoso evidencia uma estratégia de alinhamento político com grupos externos à vida institucional do boi e sem histórico de comprometimento com a associação. A recente fotografia de Carmona ao lado de Marcelo Campelus, secretário do governador Wilson Lima, reforça essa leitura nos bastidores da politica bovina de Parintins.

Marcelo Campelus integra o mesmo grupo político de Wilson Lima, governo que, durante as eleições de 2024, teve secretários de Estado e membros da cúpula da segurança pública afastados de suas funções após denúncias e investigações que apontaram alinhamento político com criminosos, milícias e o crime organizado, episódio que ficou conhecido nacionalmente como o caso do “QG do Crime”.

O gesto de aproximação ocorre paralelamente ao distanciamento de Carmona de lideranças que possuem atuação efetiva e participação orgânica no Caprichoso, como o prefeito de Parintins e sócio do boi, Mateus Assayag; o deputado federal, sócio e compositor Saullo Vianna; o ex-prefeito e sócio fundador, Bi Garcia; o ex-presidente do Caprichoso e do Movimento Marujada, Dodozinho Carvalho, o presidente Rossy Amoedo; o ex-presidente Jender Lobato; além de Diego Mascarenhas, administrador, engenheiro, vice-presidente do boi e diretor da Marujada de Guerra.

Carmona Oliveira está fora de Parintins há mais de dez anos e não possui participação recente nas assembleias, decisões administrativas ou atividades institucionais do Caprichoso. Sua última passagem relevante pela política local foi como vice-prefeito na gestão de Alexandre da Cabras, administração marcada por forte desgaste e que não conseguiu viabilizar um projeto de continuidade eleitoral.

Aliado político de Carbrás à época e assessorado por Totonho Rodrigues, sócio do Boi Garantido, Carmona tem sinalizado que sua articulação para o Caprichoso se dá fora do ambiente tradicional da associação, sem diálogo com o quadro social que constrói o boi ao longo do ano.

O Boi Caprichoso é uma associação civil sustentada por sócios, artistas, trabalhadores e dirigentes que participam ativamente de sua gestão e de seu cotidiano. Nesse cenário, a movimentação de Carmona é interpretada como uma tentativa de inserção política sem base interna consolidada, apoiada em grupos externos e alheios à dinâmica histórica da instituição.

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